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O Código da Amazónia

19:26h

Sexta, 07/07/2017

Sexta, 14/07/2017 07:11h

Sexta, 14/07/2017 13:40h

Sexta, 14/07/2017 17:47h

Numa região remota do Amazonas vivem os últimos membros da tribo Piraña. A sua principal característica consiste no facto de falarem uma das línguas mais estranhas do mundo, não têm palavras para as cores, ou para os números, e os tempos verbais não são importantes. Por tudo isso, tornaram-se tema de um dos debates mais acesos entre os linguistas do mundo inteiro. Na década de 1970, Daniel Everett conheceu, pela primeira vez, este povo durante uma missão cristã de exploração do vale do Amazonas. Não tardou a sentir-se mais atraído pelas suas gentes do que por Jesus. Reinventando-se como linguista, durante 30 anos tentou entender a quase indecifrável língua Piraña, que foi uma vez descrita pela revista New Yorker como "uma profusão de cantos de pássaro, de conversação melódica e uma sucessão de sons apenas percetível como fala". Daniel não tardou a monopolizar titulares para desafiar a teoria da gramática universal de Noam Chomsky. O Odisseia acompanha Everett numa viagem ao Amazonas, na sua tentativa de reunir provas para sustentar as suas controversas teorias, uma busca que poderia mudar para sempre o nosso conhecimento da linguagem humana.

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