23 de Setembro de 2019

EXISTE UMA NOVA ARMADILHA QUE CAPTURA MOSQUITOS TRANSMISSORES DE DOENÇAS

Os mosquitos transmissores de doenças passam a ter os dias contados. Científicos do projeto europeu VECTRACK estão a trabalhar para construir uma armadilha baseada na aprendizagem automática. A “armadilha” será controlada por satélite para atrair os insectos. Desta forma, haverá uma diminuição do risco de transmissão das doenças que transportam.

Na equipa de trabalho da VECTRACK existem distintas instituições internacionais, entre elas o Instituto de Investigação e Tecnologia Agroalimentar da Catalunha (IRTA). Esta semana, a ITRA expôs certos detalhes da investigação. Por exemplo, revelou como irão recolher a informação complexa dos mosquitos que capturam.

Os expertos também explicaram que cada vez que detectam um arbovirus (vírus similar ao dengue e ao zika, transmitidos todos por insectos) é posta em marcha um protocolo de vigilância extrema. O objetivo destes protocolos é evitar que o paciente afectado contagie outras pessoas. O problema, é que estas tarefas de inspecção e controlo, que voltaram a a activar-se recentemente pela aparição do segundo caso de dengue autóctono na Catalunha, requerem muito tempo para obter uma informação de verdadeira qualidade.

Os sensores que estão desenvolvidos segundo o projeto VECTRACK serão capazes de distinguir espécie, sexo e idade dos mosquitos transmissores. Estes aparelhos conhecerão tudo sobre os insectos, incluso sobre a forma do seu corpo, a sua frequência de voo ou a temperatura do ambiente no qual vivem. Assim, irá será recolhida um grande quantidade de informação válida e de forma muito mais eficaz.

O desenvolvimento do projecto irá começar no outono no Centro de Investigação da Sanidade Animal. Nos laboratórios deste centro, os sensores serão calibrados e configurados. Pretende-se que as primeiras provas piloto dos aparelhos sejam efectuadas na primavera de 2020.

Tomás Montalvo, investigador do Centro de Investigação Biomédica em Rede (CIBER) e responsável do Programa de vigilância e controlo de mosquitos de Barcelona, explicou que os sensores irão reduzir o tempo de reacção nas intervenções de controlo. O científico também destacou a importância da rapidez no controlo deste tipo de doenças, devida à necessidade de reduzir os riscos de transmissão. Por tudo isto, os sensores do projeto VECTRACK significarão um importante avanço.

Fonte: EFE