28 de Outubro de 2021

O que são os ciclos de retroalimentação e como afectam o nosso planeta?

Num mundo fustigado por uma pandemia e no meio de uma crise ambiental, o Reino Unido organiza entre 31 de outubro e 12 de novembro uma nova edição da Cimeira do Clima (COP26). Esta conferência internacional que tem como objetivo reunir os 197 países membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (UNFCCC) e debater em torno de um único tema: as alterações climáticas.

Todos sabemos que as emissões de combustíveis fósseis vindas da atividade humana estão a aumentar a temperatura da Terra mas existe algo mais em ação que nos está a empurrar para o precipício.

Em 2019, a jovem ativista sueca, Greta Thunberg alertou perante os líderes da ONU para a importância dos ciclos de retroalimentação. A atividade humana e o aquecimento global fizeram com que a natureza accionasse os seus próprios mecanismos que infelizmente ajudam a aumentar ainda mais as temperaturas do planeta.

Mas o que são estes ciclos e como afetam as vidas das pessoas no contexto de uma crise climática mundial?

Para responder às questões sobre o que são, como se iniciam e os seus efeitos, o Odisseia estreia em exclusivo a minissérie digital “Climate Emergency”. Narrada por Richard Gere e composta por 4 episódios, esta minissérie explica o fenómenos dos dos ciclos de retroalimentação com reconstituições criadas por computador e imagens impactantes de desastres naturais oferecendo-nos respostas para compreender um dos maiores problemas que atualmente enfrenta o nosso planeta.

A refletividade da neve e do gelo nos pólos, conhecida como efeito albedo, é um dos mecanismos de arrefecimento mais importantes da Terra. Mas o aquecimento global reduziu drasticamente essa refletividade, dando início a um perigoso ciclo de aquecimento: à medida que mais gelo e neve derretem, o efeito albedo diminui, aquecendo ainda mais o Ártico o que conduz a maiores niveís de degelo. O volume do gelo ártico encolheu 75% nos últimos 40 anos, e os cientistas prevêem que até ao final do século o oceano Ártico ficará completamente sem gelo durante os meses de verão.

O aquecimento global está alterar dramaticamente os padrões climáticos da Terra. Uma atmosfera mais quente absorve mais vapor de água, que por sua vez retém mais calor e aquece ainda mais o planeta num ciclo de retroalimentação acelerado. A mudança climática também está a interromper a corrente de jato, disparando um ciclo de retroalimentação que traz o ar quente para o norte e faz com que os padrões climáticos parem por mais tempo.

As florestas são responsáveis pela remoção de um quarto de todas as emissões humanas de dióxido de carbono da atmosfera, sendo fundamentais para o arrefecimento do planeta. Mas essa fração está a diminuir à medida que as três principais florestas do mundo – tropical, boreal e temperada – sucumbem aos efeitos dos ciclos de retroalimentação. A morte de uma árvore ameaça transformar as florestas de absorvedores de carbono em emissores de carbono, aquecendo em vez de arrefecer o planeta.

Será que nos estamos a aproximar de um ponto sem retorno, conduzindo-nos a um planeta inabitável? Estaremos a tempo de reverter a situação?