17 de Maio de 2019

Os mitos desmentidos do Alzheimer

O hospital da localidade checa de Viktovice colocou em prática uma peculiar mas efetiva terapia para pacientes com Alzheimer que acabam de ser operados. Para que não lhes resulte esmagador o espaço no qual se encontram a recuperar após a intervenção foi recreado no típico salão de uma família checa entre os anos 60 e 70. Esta “viagem ao passado” fá-los sentir mais cómodos e seguros, e inclusivamente permite recordar a sua juventude.

Casualmente, na passada terça-feira a Fundação Pasqual Maragall publicou no seu blog um artigo que desmente alguns dos mitos mais comuns sobre esta doença neurológica, como a crença de que contamos com medicação para travar o seu rápido avanço. Segundo a neuropsicóloga da fundação Nina Gramunt, isto não é correto. O Alzheimer pode ser sujeito a cuidados paliativos, como por exemplo, mediante terapias como las já mencionadas. Mais ainda não é possível travar a sua evolução.

Para Gramunt “é importante estarmos bem informados e corregir algumas crenças erradas sobre o Alzheimer. Este blog pretende ser uma fonte de referência para afetados, familiares, cuidadores e para aquelas pessoas que procuram informação rigorosa para resolver as suas dúvidas sobre esta doença”.

O artigo, ‘Falamos sobre o Alzheimer’ recompila dez mitos comuns e afronta-os com uma resposta. O Alzheimer não está ligado ao envelhecimento; os seus sintomas não se limitam à perda de memória, também resultam em problemas de fala ou mudanças na conducta; não é um sinónimo de demência nem uma consequência da mesma, senão uma causa, ainda que a genética possa ser um fator de risco, maioritariamente não se trata de uma doença hereditária, entre outros…

Ainda assim, os expertos advertem de que o diagnóstico desta doença sigue sendo clínico e que não existe um único procedimento que confirme a sua presença a 100%, senão que uma série de provas para descartar outras doeças e determinar o alcance da deterioração cognitiva.

Uma em cada duas pessoas convivem direta ou indiretamente com o Alzheimer e acreditam em um ou vários destes mitos. Conseguiremos desmontar algum mito?

Fonte: EFE